Arquivo de janeiro, 2016

Quem tem medo de Virginia Woolf?

segunda-feira, 25 janeiro 2016

 

Ninguém teve mais medo de Virginia Woolf do que a própria Virginia Woolf. Nascida em 25 de janeiro de 1882, foi uma das maiores figuras da literatura inglesa, autora de Mrs. Dalloway, As ondas, Orlando… Criadora da célebre editora Hogarth Press, foi líder do influente grupo literário de Bloomsbury. Sua vida cultural intensa, no entanto, jamais conseguiu afastar seus fantasmas. Virginia era atormentada por sucessivas crises depressivas e, sentindo-se cansada e impotente na luta contra a demência, aos 59 anos, encheu os bolsos do casaco com pedras e deixou-se levar pelas águas geladas do rio Ouse.

A vida de Virginia começa com um fascínio. Não a vida real, mas a vida imaginária, à qual a romancista dedicará toda a sua existência. Desde a infância, há, de um lado, a vida e, de outro, os sonhos. Mais tarde, haverá a realidade e os livros. No começo, uma cidadezinha da província inglesa de Cornwall onde Virginia passa suas férias de verão em família. St. Ives: o nome desse lugar é por si só um convite ao sonho. A promessa de partir. ( Trecho de Virginia Woolf, de Alexandra Lemasson, Série Biografias L&PM)

De Virginia Woolf, a L&PM publica Mrs. Dalloway, Ao farolFlush Profissões para mulheres e outros artigos feministas.

Em 2016 vai ter Van Gogh em São Paulo

quinta-feira, 21 janeiro 2016

Confirmado: Vincent Van Gogh e outros pintores pós-impressionistas ganharão exposição em São Paulo no primeiro semestre de 2016.

A mostra que acontecerá no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), será em parceria com o Museu Museu d’Orsay, de Paris, que vai ceder parte do acervo. O diretor do centro cultural, Tadeu Figueiró, relatou ao jornal Folha de S. Paulo que esta será uma continuação da exposição sobre os impressionistas que ocorreu em 2012.

A abertura está prevista – mas ainda não confirmada – para março e, além de Van Gogh, terá pinturas de Manet e Renoir. No entanto, a lista de obras selecionadas ainda não está fechada. Aguardaremos ansiosos!

Vincent Van Gogh em autorretrato feito em 1889

Vincent Van Gogh em autorretrato feito em 1889

Sobre este assunto, a L&PM publica livros sobre Van Gogh e também Impressionismo na Série Encyclopaedia.

Nova novela das 18h é inspirada em “Cândido ou o Otimismo” de Voltaire

quarta-feira, 20 janeiro 2016

A nova novela das 18h da Globo, “Êta mundo bom!”, estreou na segunda-feira, 18 de janeiro, e já vem recebendo elogios. Em sua coluna no jornal O Globo, a jornalista Patricia Kogut escreve que “foi uma boa estreia” e elogia muitos dos atores da trama. Escrita por Walcyr Carrasco e Maria Elisa Berredo, a novela tem entre seus colaboradores a escritora Claudia Tajes, autora da L&PM.

Mas o que chamou a atenção aqui do pessoal da editora foi que o autor, Walcyr Carrasco, afirmou ter se inspirado no livro “Cândido ou o Otimismo”, de Voltaire. Prova disso é que o personagem principal chama-se Cândido – Candinho para os íntimos (Sergio Guizé). Segundo Patricia Kogut, algumas frases da obra já apareceram nos primeiros capítulos, principalmente as ditas por Pancrácio (Marco Nanini), o mentor de Cândido na obra de Voltaire, como “Tudo está bem no melhor dos mundos”. Além de Cândido e Pancrácio, outro nome que aparece no livro também está lá: Cunegundes (Elizabeth Savala).

“O detalhe crucial no entanto é que, na literatura, a coisa não é para ser entendida ao pé da letra. O personagem ingênuo dos ingênuos atravessa as piores tragédias — guerras e o grande terremoto de Lisboa — ouvindo o bordão otimista. Mas é uma grande ironia, puro deboche do filósofo que tinha uma das línguas mais ferinas de seu tempo. Em “Êta mundo bom!”, ao contrário, a pureza é um assunto seriíssimo e unidimensional.” Escreveu ainda Patrícia Kogut.

candido ou o otimismo

 

Que puxa, vamos cuidar do Snoopy!

segunda-feira, 18 janeiro 2016

Para marcar a estreia de “Snoopy e Charlie Brown, o filme”, a Fox Film do Brasil, em parceria com a SPCine, instalou 10 estátuas temáticas do Snoopy em diferentes pontos da capital paulista. Mas o que era para alegrar as ruas acabou revelando uma triste realidade: o vandalismo.

O Snoopy da Avenida Paulista teve suas orelhas arrancadas:

Snoopy avenida Paulista sem orelhas

O Snoopy do Estádio Pacaembu teve uma pedra quebrada:

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E o da Praça da Sé foi simplesmente degolado:

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A FoxFilm, no entanto, já anunciou que vai retirar, restaurar e recolocar as estátuas, todas elas feitas de resina e medindo 2,20 metros. E logo elas vão estar inteiras e felizes de novo. E esperamos que novas depredações não aconteçam!

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 Veja onde estão as dez estátuas do Snoopy:

Estádio Pacaembu: Snoopy Torcedor

Avenida Paulista: Snoopy Business Dog

Mercado Municipal: Snoopy Mortadela

Copan: Snoopy Happy Pet

Mosteiro São Bento: Índio Snoopy

Liberdade: Snoopy Oriental

Estação da Luz: Maquinista Snoopy

Oscar Freire: Snoopy Capitalista

CEU Butantã: Snoopy Uspiano

Praça da Sé: Snoopy Happy Pet 2

A L&PM Editores publica dezenas de livros do Snoopy nos mais variados formatos. Veja aqui.

10 Curiosidades sobre Lewis Carroll

quinta-feira, 14 janeiro 2016

Você sabia que…

  1. Lewis Carroll sofria de enxaquecas crônicas, epilepsia, gagueira e surdez parcial.
  2. Ele escreveu 11 livros sobre matemática e 12 obras de ficção.
  3. Carroll era um prodígio de produtividade: capaz de escrever 20 palavras por minuto, uma página com 150 palavras em sete minutos e meio e 12 páginas em duas horas e meia.
  4. Apesar de ser um exímio matemático, Carroll não mantinha sua conta bancária em equilíbrio. Ele não estava muito preocupado com dinheiro e muitas vezes ficava no vermelho.
  5. Ele foi um grande escritor de cartas e escrevia, em média, 2.000 por ano. Muitas vezes ele escrevia estas cartas de trás para frente, forçando o leitor a segurar o papel na frente do espelho para conseguir ler.
  6. O verdadeiro nome de Lewis Carroll era Charles Lutwidge Dodgson.
  7. O gato Cheshire foi inspirado em moldes de queijo do condado de Cheshire, na Inglaterra, uma área produtora de laticínios, onde a frase “sorrindo como um gato Cheshire” era muito popular, possivelmente porque os gatos seria muito felizes ao viverem em uma terra com tanto leite e derivados. A questão é que os queijeiros da região deixavam o rosto sorridente do gato virado para trás e ele somente aparecia por inteiro na última fatia (o que também tem a ver com o personagem de Carroll).

    Alice Gato

    Alice e o gato em desenho de John Tenniel

  8. Alice no País das Maravilhas foi traduzido para mais de 70 idiomas.
  9. Mesmo depois de ter ficado famoso como escritor, Carroll só viajou uma única vez para o exterior, em 1867, para a Rússia. O seu companheiro de viagem foi um colega, o Dr. Henry Liddon. “Escolhemos Moscovo”, escreveu Carroll. “Uma ideia estranha para um homem que nunca deixou a Inglaterra.” A viagem durou dois meses, e os dois amigos visitaram São Petersburgo e seus arredores, Moscovo e Nijni Novgorod.
  10. Há personagens de Alice imortalizados nos vitrais da Christ Church College at Oxford, onde Carroll passou boa parte da vida.

Lewis Carroll igreja

 Fontes: Fun Trivia: Lewis CarrollShmoop: Lewis Carroll TriviaNYTimes.com; Wikipedia, Lewis Carroll, and the Cheshire Cat; and “Taking account of Carroll.”

No ritmo de Lewis Carroll

quinta-feira, 14 janeiro 2016

Charles Lutwidge Dodgson pode ser um nome sem nenhum significado para a maioria dos mortais. Mas se a gente disser que esse é o nome verdadeiro de Lewis Carroll, criador de Alice no País das Maravilhastudo muda.

Repleto de enigmas, trocadilhos, charadas e piadas, as obras de Carroll vêm servindo de inspiração para os mais diferentes artistas. Incluíndo aqui a mais variada seleção de músicos.

É por isso que hoje, na data que marca a morte de Carroll (ele nasceu em 27 de janeiro de 1832 e morreu em 14 de janeiro de 1898), a nossa homenagem é em forma de música.

“I am the Walrus”, dos Beatles. A letra, de John Lennon, faz referência a homens com cabeça de ovo e é totalmente nonsense:

“Sunshine”, do Aerosmith, deixa bem claro que é uma homenagem à Alice:

“Jabberwock” é um poema de Lewis Carroll que aqui ganhou ritmo na voz de Marianne Faithfull:

Pra terminar nossa homenagem, “Hall of Mirrors”, de Siouxsie & The Banshees:

Além de Alice no País das Maravilhas, a Coleção L&PM Pocket também publica Alice no país do espelho.

Bowie & Burroughs

terça-feira, 12 janeiro 2016

Impossível não seguir pensando e falando em David Bowie.

Em novembro de 1973, o repórter grego Craig Copetas reuniu em uma só entrevista o “Beat Godfather” William Burroughs e o “Glitter Mainman” David Bowie. Pelo menos foi assim que ele chamou ambos no título da matéria publicada na revista Rolling Stone de 28 de fevereiro de 1974. Bowie tinha 26 anos. Burroughs, 59. Falaram sobre música, poesia, sexualidade, ficção científica, viagens, Andy Warhol. Mostraram desprezo pela Flower Power dos anos 60.

A matéria na Revista Rolling Stone (clique para ampliar)

A matéria na Revista Rolling Stone (clique para ampliar)

As fotos foram feitas por Terry O’Neill e uma delas, colorida à mão pelo próprio Bowie, costuma estar presente em exposições que correm o mundo. Clique aqui para ler a matéria da Rolling Stone em inglês.

David Bowie and William Burroughs photographed by  Terry O'Neill in 1974 and hand-coloured by Bowie

De William Burroughs, a L&PM publica Cartas do Yage O gato por dentro.

Globosat adquire os direitos de série baseada na obra de Agatha Christie

segunda-feira, 11 janeiro 2016

Depois de ser exibida na BBC Inglesa em 2015, a série Partners in Crime foi adquirida pela Globosat e chegará às TVs brasileiras, para alegria dos fãs.

Os episódios vão acompanhar as aventuras do casal Tommy (David Walliams, de Big School) e Tuppence Beresford (Jessica Raine, de Call the Midwife, Wolf Hall), detetives criados por Agatha Christie. Na literatura, a dupla iniciou suas aventuras quando tinha cerca de vinte anos de idade e conforme retornavam em novos livros, a escritora fazia com que eles fossem envelhecendo. Na última aventura, o casal está na faixa dos setenta anos.

Em Parners in Crime, segundo livro em que o casal aparece como protagonistas, eles são ex-detetives que tenta se adaptar à vida fora da ativa. Tommy tem um trabalho administrativo junto ao Serviço Secreto Britânico, enquanto Tuppence cuida da casa. Mas essa vida pacata parece estar com os dias contados quando o chefe da Inteligência Britânica lhes propõe recolocar em operação a Agência de Detetives Internacional.

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No elenco de personagens também está Albert, o assistente da dupla de detetives que mais tarde assume a função de mordomo.

Esta é a segunda vez que a Inglaterra produz uma série com o casal de detetives. A primeira foi exibida entre 1983 e 1984 pelo canal London Weekend Television.

Ainda não há previsão de quando a série vai estrear no Brasil, mas talvez chegue ainda em 2016. Veja o trailer da BBC:

Tommy e Tuppence estão na Coleção L&PM Pocket em Sócios no crime (Partners in Crime), M ou N?, Um pressentimento funesto e Portal do destino.

Vem aí o novo filme de Mogli, personagem criado pelo escritor Rudyard Kipling

segunda-feira, 11 janeiro 2016
"O Livro da Selva", de Kipling, é publicado na Coleção L&PM Pocket

“O Livro da Selva”, de Kipling, é publicado na Coleção L&PM Pocket

O menino Mogli, o tigre Shere Khan, o velho urso Baloo, a pantera negra Baguera (ou Bagheera), a cobra Kaa. São todos personagens criados pelo escritor Rudyard Kipling em “O Livro da Selva“, publicado originalmente em 1895 e que, nos anos 1960, foi adaptado pela Disney.

Mogli perdeu-se na selva e foi criado por uma família de lobos. Quando o tigre Shere Khan o ameaça, ele parte em uma jornada de aventura e autoconhecimento.

Agora, o menino lobo voltará às telas grandes em um filme dirigido por Jon Favreau  (“Homem de Ferro”) e com autores consagrados dublando os animais: Idris Elba faz a voz de Shere Khan; Baguera é Ben Kingsley; Baloo é Bill Murray e a sedutora e hipnótica cobra Kaa é Scarlett Johannsson. Além deles, Lupita Nyong’o faz a voz de Raksha, a protetora mãe lobo.

O pequeno ator Neel Sethi, de 10 anos, foi escolhido entre milhares de candidatos depois de uma busca mundial pelo menino-lobo perfeito. Mas ele é um dos únicos atores reais que aparecem no filme, já que os animais e ambientes são uma criação fotorrealistas em CGI.

O filme ganhará versões em 3D e tem estreia prevista no Brasil para 14 de abril de 2016. Veja o trailer legendado:

Em 1907, Kipling foi o primeiro autor de língua inglesa a receber o Nobel de Literatura, “em consideração ao poder de observação, originalidade e imaginação, vigor de ideias e brilhante talento para a narrativa.”

David Bowie cantou Andy Warhol

segunda-feira, 11 janeiro 2016

David Bowie partiu para as estrelas. Foi encontrar Ziggy Stardust. E nós, reles mortais, ficamos aqui, a olhar para o céu, enquanto entoamos suas canções.

No seu álbum Hunky Dory, de 1971, época de um psicodélico e andrógino Bowie, ele lançou uma canção chamada “Andy Warhol” (Andy Wahaal, segundo defendia sua pronúncia). Ela começa justamente com uma conversa de estúdio em que Bowie explica para o produtor Ken Scott a forma correta de dizer “Warhol”. A música tornou-se memorável com início em estilo flamenco e o violão acústico que segue pela melodia afora. Depois de fazer sua versão da letra, que originalmente foi escrita por Dana Gillespie, Bowie tocou-a para Warhol antes de gravá-la. Quando a música terminou, os dois teriam se olhado e permanecido em silêncio por um tempo. Até que Warhol disse “I like your shoes”. Em seguida, a dupla teria tido uma conversa sobre sapatos.

David Bowie é uma das tantas personalidades que está citada no livro “Diários de Andy Warhol“.