Arquivo de janeiro, 2014

Eduardo Galeano em Brasília

sexta-feira, 31 janeiro 2014

A II Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que acontece na capital federal, promete “literatura, política e muita polêmica” em seus encontros. O homenageado internacional desta edição é o escritor uruguaio Eduardo Galeano e sua presença já foi confirmada pela organização do evento que estará de portas abertas entre 12 a 21 de abril.

Serão 10 dias dedicados a seminários, debates, palestras, lançamentos e mostras de cinema. Um grande pavilhão especialmente montado na Esplanada dos Ministérios acolherá os auditórios e espaços gastronômicos criados para promover o encontro do público de Brasília com os autores. Além de Galeano, a lista de convidados cobre vários continentes.

Para mais informações, clique aqui.

Agende-se para encontrar Eduardo Galeano em abril

Agende-se para encontrar Eduardo Galeano em abril

A L&PM Editores publica a obra completa de Eduardo Galeano.

A importância de encontrar um título

sexta-feira, 31 janeiro 2014

Em 1895, Oscar Wilde escreveu uma peça de teatro recheada de humor e ironia que estreou no St. James Theatre, em Londres, em 14 de fevereiro daquele mesmo ano. Seu nome? “The Importance of Being Earnest”. Earnest, em inglês, significa “cuidadoso, sério, honesto”. Adjetivo que faz trocadilho com o nome de um dos personagens: Ernest. Na peça, Earnest e Ernest, por terem o mesmo som, criavam uma série de situações cômicas. Mas como traduzir isso para o português sem perder as brincadeiras propostas pelo autor?

Cena do primeiro ato da apresentação de estreia de "A importância de ser prudente". Em pé, o ator Allen Aynesworth na pele de Algenor Moncrieff. Sentado está Sir George Alexander como Mr. Jack Worthing.

Cena do primeiro ato da apresentação de estreia da peça. Em pé, o ator Allen Aynesworth na pele de Algenor Moncrieff. Sentado está Sir George Alexander como Mr. Jack Worthing.

Alguns tradutores já optaram por usar “A importância de ser Ernesto”, o que anula completamente o trocadilho e o significado original. Também é possível encontrar “A importância de ser honesto” na tradução do título de um filme de 1952 que é baseado na peça. O que também acaba com a ideia de Oscar Wilde.

Então, para felicidade dos leitores, a saída foi encontrada: Prudente. Prudente é nome próprio e também é adjetivo. Sonoramente, ele não tem nada a ver com a criação de Wilde, mas preserva o trocadilho do texto e o humor das falas.

Agora, “A Importância de Ser Prudente” acaba de chegar à Coleção L&PM Pocket com tradução de Petrucia Finkler. Alguns dos melhores aforismos de Wilde estão aqui, e a crítica segue defendendo esta peça como o ápice da carreira do autor, razão pela qual ela segue sendo encenada em todo o mundo.

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(…) Além do mais, seu nome nem sequer é Jack; é Prudente.

JACK
Não é Prudente; é Jack.

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Sempre me disse que se chamava Prudente. Apresentei você a todo mundo como Prudente. Atende pelo nome de Prudente. Tem jeito de se chamar Prudente. É o homem com a compleição mais prudente que já vi na vida. É um absurdo inacreditável afirmar que não se chama Prudente. Está no seu cartão de visitas…

Segue exposição em homenagem aos 500 anos de “O Príncipe”, de Maquiavel

quinta-feira, 30 janeiro 2014

A Fundação Biblioteca Nacional informou que a mostra “Os 500 anos de O Príncipe, de Maquiavel” segue em exposição durante o mês de fevereiro – e que, por enquanto, não tem dada para terminar. Nela, poderá ser vista a primeira secular edição italiana das obras de Maquiavel. Organizada por Renato Lessa, presidente da FBN, a mostra faz referência à importância da data de publicação de uma das maiores obras que cons­truíram o pensamento politico moderno. Renato é o autor de cinco páginas expostas ao lado do ma­terial, baseadas na complexidade política, cosmo­logia e fortuna e virtude. Temas já trabalhados por Maquiavel em O Príncipe. Em dezembro de 2013 completou cinco séculos desde o lançamento do primeiro volume da obra que segue sendo lida no mundo inteiro.

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SERVIÇO

Os 500 anos de O Príncipe, de Maquiavel

3º andar da Biblioteca Nacional

Av. Rio Branco, 219, Centro do Rio de Janeiro

seg a sex das 10h às 18h | sáb das 9h às 15h

O garoto que virou lenda

quinta-feira, 30 janeiro 2014

Ele era um menino tímido, frágil e de baixa estatura que, ao encontrar uma bola pela frente, cresceu até tornar-se um dos maiores ídolos do futebol atual. No recém lançado Messi – O garoto que virou lenda, o jornalista e escritor italiano Luca Caioli refaz os passos do jogador do Barcelona desde a infância em Rosário até a inédita conquista de quatro Bolas de Ouro consecutivas como o melhor jogador de futebol do ano. Um livro que vai encantar não só os que gostam de futebol, mas todos os que se deixam envolver por emocionantes histórias de superação e sucesso.

Em 2013, a produtora Epic Pictures Group adquiriu os direitos deste livro para um longa-metragem e já está trabalhando no projeto. Segundo um dos responsáveis, “o objetivo é fazer um filme potente e positivo que inspire o público a lutar por seus sonhos por mais impossíveis que eles pareçam”. Enquanto Messi não chega aos cinemas, que tal ler o livro?

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Picasso e Capote pelas lentes de Robert Capa

quarta-feira, 29 janeiro 2014

Famoso por suas coberturas de guerra, Robert Capa se tornou um ícone na história mundial da fotografia. Mas nem só de fotos impressionantes em preto e branco de conflitos pelo mundo se fez o talento de Capa: ele também fotografou escritores, pintores, modelos e atrizes utilizando filme colorido, compondo um acervo de imagens (até então quase desconhecido) que finalmente vem a público numa exposição no International Center of Photography de Nova York. Entre os modelos de suas fotos estão Pablo Picasso e Truman Capote:

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A mostra será aberta ao público no dia 31 de janeiro e segue até 4 de maio, no International Center of Photography de Nova York, e inclui também inclui suas últimas fotografias feitas na Indochina em 1954.

Sherlock Holmes no túnel do tempo

terça-feira, 28 janeiro 2014

Os tempos mudaram. Sherlock Holmes agora não vive sem seu smartphone e manda torpedos para os jornalistas quando quer chamar a atenção. Seu fiel companheiro, Dr. Watson, serviu na Guerra do Afeganistão e trouxe alguns traumas de lá. Seu irmão, Mycroft, é o chefão da inteligência britânica e tudo indica que ninguém tem mais poder sobre a Rainha do que ele. Cachimbo? Nem pensar… Seria antiquado demais para ele.

Tanta modernidade, no entanto, não significa que o maior detetive que a literatura já lançou não siga sendo essencialmente ele mesmo em “Sherlock”, a mais assistida série da BBC dos últimos dez anos. Holmes continua morando na Baker Street 221B, onde cultiva seus vícios e esquisitices. Londres não deixou de ser personagem de suas aventuras. E a personalidade, percepção e ironia fina do personagem não mudaram. Se bem que tenho a impressão de que ele ficou mais alto.

Ontem, vendo o último episódio da terceira temporada, fiquei pensando que não importa a época em que Sherlock Holmes viva, ele sempre será envolvente para nós. Simplesmente porque, em meio à solidão e à depressão que a vida nos impõe, ele sinaliza que é possível ser competente e se destacar na multidão. E quem não quer algo assim para elevar a auto-estima?

Sir Arthur Conan Doyle foi um dos primeiros a mostrar que a ciência poderia ajudar o mundo a se defender de seus malfeitores. Mas também fez questão de colocar a percepção de um homem imperfeito como a grande heroína da história. E isso segue presente na série da BBC. Só não tenho certeza sobre o que Conan Doyle pensaria a respeito de Mary Watson. No episódio de ontem (e se você pretende assistir não leia o que vem a partir daqui), a amada esposa do Dr. Watson revela-se uma assassina profissional que traz incontáveis cadáveres nas costas e que, mesmo assim, acaba perdoada pelo marido – e esperando um filho seu. Hmmm… Não sei não…

Vale lembrar ainda que “Sherlock”, da BBC, não é a única série moderna que explora os vícios e virtudes do detetive de Conan Doyle. “Elementary”, exibida no canal Universal, também se passa nos dias atuais e, para modernizar ainda mais, resolveu transformar Watson em mulher(ão) na pele de Lucy Liu. Mas essa eu não assisti ainda. Até porque resolvi desligar a TV e ler as histórias originais. Só a L&PM tem mais de uma dúzia de livros de Sherlock. Oba! (Paula Taitelbaum)

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Sherlock da BBC

Elementary da CBS

Elementary da CBS

 

Oscar Wilde em dose dulpa

terça-feira, 28 janeiro 2014

Acabou de chegar uma reedição de A alma do homem sob o socialismo, que estava esgotada há bastante tempo e agora volta às bancas e livrarias de todo o país. E a novidade na Coleção L&PM Pocket é a publicação da peça A importância de ser prudente, uma das comédias mais populares de todos os tempos.

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Peanuts na vitrine

terça-feira, 28 janeiro 2014

A loja conceito na Uniqlo em Guinza, no Japão, preparou uma vitrine especial para o lançamento da coleção Snoopy de primavera/verão 2014 com o tema “American Vintage”. Além dos adesivos e displays especiais de Peanuts, a loja recebeu duas estátuas vintages de Charlie Brown e Snoopy direto do Museu Schulz em Santa Rosa, na Califórnia. Além da loja de Ginza, outras duas lojas de Tóquio receberão as estátuas de Lucy, Schroeder, Linus e Chiqueirinho para o lançamento da nova coleção.

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A L&PM publica a Série Peanuts Completo no Brasil. Já foram lançados 6 volumes que, juntos, reúnem todas as tirinhas diárias publicadas por Charles Schulz entre 1950 a 1962.

John Lennon e sua viagem ao País das Maravilhas

segunda-feira, 27 janeiro 2014

Lewis Carroll já influenciou muita gente com seu texto nonsense e suas metáforas inteligentes. A música “I am the Walrus” (Eu sou a Morsa), por exemplo, foi criada pelos Beatles a partir do longo poema “A Morsa e o Carpinteiro” que aparece em “Alice no País do Espelho”, a segunda parte de “Alice no País das Maravilhas”.

Em uma entrevista que para a Revista Playboy em 1980, John Lennon foi indagado pelo repórter: “E quanto a você ser a Morsa?” ao que ele respondeu:

“A música surgiu a partir de ‘A Morsa e o Carpinteiro’ de ‘Alice no País das Maravilhas’. Para mim, é um belo poema. Jamais me ocorreu que Lewis Carroll estava falando sobre o sistema capitalista e social. Nunca fiquei me perguntando o que ele realmente quis dizer como as pessoas fazem com a obra dos Beatles. Mais tarde, olhando para o poema com atenção, percebi que a Morsa era o vilão da história e o Carpinteiro era o mocinho. Então eu pensei: Oh, merda, eu peguei o cara errado. Eu deveria ter dito: ‘Eu sou o carpinteiro’. Mas isso não teria dado o mesmo resultado, não é? [Cantando] ‘I am the Carpenter…’”

A letra de “I am the Walrus” ainda faz referência a um eggman, um homem ovo. Tudo a ver com o livro, pois quem declama o poema para Alice é Tweedledum.

(…)

A Morsa avançou, junto ao Carpinteiro:
Quilômetros e meio marcharam;
Juntaram um monte de pedras primeiro
E uma espécie de mesa depois prepararam –
Ao redor as Ostrinhas também se assentaram
Esperando uma história!

A Morsa exclamou: “A hora é chegada!
Temos mil coisas para conversar:
Sapatos, veleiros e cera encarnada
E lacre e repolhos e Reis proclamar! –
Porque esta noite fervente está o mar
E os porcos criaram asas!”

“Espere um momento!” – as Ostras gritaram –
“Depois iniciamos a conversação:
Estamos sem fôlego, nossos pés se cansaram,
Nós somos gordinhas – tenham compaixão!”
Falou o Carpinteiro: “Esperamos, pois não!?”
E as Ostras agradeceram!

“Precisamos agora de uma bisnaga de pão” –
Disse a Morsa, contente.
“Pimenta e vinagre na palma da mão
E um pouco de sal, que se espalha frequentemente –
E agora, se está pronta a assembleia presente,
Começamos a comer!”

As Ostras gritaram: “Vão nos devorar?
Não façam! Piedade!
Nós somos amigas! Não podem matar
Depois da conversa e passeio: é maldade! -
E a Morsa responde, com sinceridade:
“Gostaram  da vista, não foi?”

(…)

Trecho do poema “A Morsa e o Carpinteiro”, de Alice no País do Espelho (L&PM Pocket), tradução William Lagos.

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Ilustração original de John Tenniel que está no volume de “Alice no País do Espelho” da Coleção L&PM Pocket

 

Corrente humana para transferir livros na Letônia

sexta-feira, 24 janeiro 2014

Cerca de 15 mil pessoas formaram uma imensa fila em Riga, capital da Letônia, com o objetivo de transportar os livros da antiga Biblioteca Nacional para a nova. Sob um frio de até 4ºC, os voluntários – entre eles muitas crianças – formaram uma linha por cerca de dois quilômetros, passando os livros de mão em mão. São, ao todo, mais de 4 milhões de unidades, em 50 idiomas. O antigo prédio da Biblioteca Nacional, em operação há 150 anos, estava lotado e em péssimas condições. A nova biblioteca, que será climatizada e terá mais espaços para leitura, deve ser inaugurada oficialmente em agosto. Riga foi escolhida capital europeia da cultura em 2014. Assista ao vídeo e sinta o amor dessas pessoas pelos livros:

Via Globo News.