Arquivo de novembro, 2010

4. A ditadura que odiava os livros – parte II

terça-feira, 30 novembro 2010

Por Ivan Pinheiro Machado*

Leia (ou releia) aqui a primeira parte dessa história.

Hélio Silva assumiu a editoria e a responsabilidade – junto conosco – da publicação do livro que ganhou o nome de “Memórias: a verdade de um revolucionário”. Hélio assinou como organizador e prefaciador do livro. Foi um longo trabalho, pois eram muitas páginas e muitas informações. Para a época, era uma verdadeira bomba atômica e – confesso 32 anos depois – eu retirei do livro, em consenso com Hélio Silva, ­as chamadas “ofensas de baixo calão” que  Mourão dirigia a Médici e, principalmente, a Costa e Silva. Os velhos generais eram brindados com os piores adjetivos disponíveis no nosso idioma. Preservamos 90% das ofensas. Os 10 % que cortamos foram em nome da viabilização da empreitada. Mas não adiantou. O livro já estava impresso, empacotado na gráfica EPECÊ, antiga gráfica Champagnat, pertencente à PUC RS. Estava tudo pronto para a distribuição dos livros quando recebemos o telefonema de um dos padres que comandavam a empresa. “Corram aqui!!! A polícia está prendendo o livro!!!”. Meu pai havia detectado por acaso, no Fórum, uma movimentação para “apreensão de livro em segredo de justiça”, promovida por um conhecido escritório de advocacia de Porto Alegre, ligado a um Ministro da ditadura. Advogado, ele assumiu a causa na hora e já estava na gráfica quando chegamos.

Para nos proteger, havíamos convocado toda a imprensa, pois o testemunho dos repórteres evitaria alguma violência contra nós. Receosos, fomos tirar satisfação do delegado do DOPS que liderava a operação. Ele olhou para mim com uma cara de nojo e grunhiu: “Não toquem nos livros e não saiam daqui”. Enquanto isso, o Lima já estava tratando de fugir pela porta dos fundos com 200 livros. Passou-se uma meia hora de enorme tensão. Usando a forma mais respeitosa que eu encontrei, comuniquei a ele que ia me retirar por alguns momentos para buscar um amigo meu no aeroporto. O cara me olhou com absoluta indiferença e voltou a grunhir: “Tu não entendeu, meu? Tu tá preso!” Fiquei parado e meu pai se aproximou. Eu falei bem baixinho: “o cara disse que eu estou preso!”. Dr. Antonio Pinheiro Machado Netto era um velho combatente e me perguntou. “Tu conheces o pessoal do JB?”. “Sim. Por quê?” Meu pai sussurrou: “Está ali o carro deles, quando o cara se distrair entra dentro e te manda!” A repórter Ângela Caporal não estranhou quando eu pulei dentro da Brasília com o enorme logotipo do jornal e me deitei no banco. Discretamente, ela ordenou ao motorista: “Vamos embora daqui!” Foi assim que eu escapei, graças à generosidade da Ângela e à respeitabilidade do saudoso JB, o jornal mais importante do Brasil, na época. O que se seguiu foi uma encarniçada batalha judicial. O livro era enorme e o prejuízo foi maior ainda. Quando estávamos já sem esperanças, vendendo os nossos Volkswagens para pagar a gráfica e fechar a editora, o livro foi surpreendentemente liberado depois de uma sentença histórica do juiz que tratava do caso. Era fevereiro de 1979 e a história recomeçava para nós. A liberação foi manchete em todos os jornais importantes do país e o livro vendeu mais de 50 mil exemplares colocando a L&PM no mapa do Brasil… Hoje, apesar de esgotado, é uma importantíssima referência para elucidar os passos do movimento golpista de 1964.

Hélio Silva escreveu mais de 60 livros sobre história do Brasil e em alguns deles utilizou muitas das informações do General Mourão. Em 1990, fez voto de pobreza e passou a ser monge beneditino. Morreu em 1995, aos 91 anos, no Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro, onde está enterrado.

Para ler o próximo post da série “Era uma vez uma editora…” clique aqui.

110 anos sem Oscar Wilde

terça-feira, 30 novembro 2010

Obituário original publicado no The New York Times em 01 de dezembro de 1900

No dia 01 de dezembro de 1900, o The New York Times publicou o seguinte obituário: MORTE DE OSCAR WILDE; Ele terminou em um obscuro hotel no Quartier Latin em Paris. Disseram que teria morrido de meningite, mas há um boato de que cometeu suicídio.” O anúncio de falecimento comunica que o escritor morreu às três da tarde do dia 30 de novembro e que teria vivido os últimos meses sob o nome de Manmoth. Terminava assim a vida de Oscar Fingal O´Flahertie Wills Wilde, nascido na cidade inglesa de Dublin em 1854. Depois de ser celebrado pela autoria de O retrato de Dorian Gray, de 1891, e de mais uma série de peças de sucesso, sua vida mudou ao ser  acusado e processado pela família de Lord Alfred Douglas, um jovem aristocrata por quem Wilde se apaixonou e com quem compartilhou um excêntrico estilo de vida. Condenado a trabalhos forçados que consumiram sua saúde e sua reputação, Oscar Wilde exilou-se em Paris. É lá que, hoje, ainda é possível visitar a casa onde o escritor inglês viveu seus últimos anos e também o seu mausoléu, no cemitério Père Lachaise, famoso pelas marcas de batons ali deixadas.

No início de 2011, a L&PM publicará a vida de Oscar Wilde na Série Biografias.

Túmulo de Oscar Wilde em Paris é repleto de marcas de batons de fãs

De Oscar Wilde, além de O retrato de Dorian Gray, a Coleção L&PM POCKET publica O Fantasma de Canterville, De Profundis e A alma do homem sob o socialismo .

A natureza de Inimá de Paula

segunda-feira, 29 novembro 2010

Acaba de chegar à L&PM a reedição de Os bruzundangas, de Lima Barreto. Na capa do livro, os leitores se deparam com a bela obra Natureza morta, de Inimá de Paula. Nascido em 7 de dezembro de 1918, na pequena cidade mineira de Itanhomi, Inimá exerceu ofícios modestos que lhe garantiriam a sobrevivência. Com uma formação autodidata, transformou-se em um dos principais expoentes da pintura produzida no país no pós-guerra, figurando entre os maiores paisagistas modernos, ao lado de Guignard e Pancetti. Conviveu com artistas como Santa Rosa, Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Kaminagai, Portinari, Iberê Camargo, Takaoka, entre outros. Quem visita Belo Horizonte não pode deixar de ir até o Museu Inimá de Paula. Artista fundamental na implementação da arte moderna em Minas Gerais, no Rio de janeiro e no Ceará, Inimá teve sua obra consagrada no cenário artístico brasileiro e é celebrado como “Fauve brasileiro” e “Mestre das Cores”. As obras de Inimá podem ser encontradas nos mais importantes museus brasileiros, em acervos de fundações públicas e privadas e em coleções particulares de renomados colecionadores. Seu nome é citado em diversos dicionários de artes plásticas e livros de arte. Logo abaixo você confere imagens de algumas obras de Inamá.

Inimá de Paula em seu ateliê

Tela de Inimá de Paula, datada de 1968

Natureza-morta - Inimá de Paula

O assunto é… as prisões do Rio de Janeiro

segunda-feira, 29 novembro 2010

Neste final de semana, o mundo inteiro voltou seus olhos para o Rio de Janeiro. Tanto que a capital fluminense chegou ao primeiro lugar nos “trending topics” (assunto mais comentado) no Twitter. Aproveitando o momento, separamos aqui um pequeno trecho de Millôr definitivo, a Bíblia do caos, escrito pelo carioca Millôr Fernandes há alguns anos:

“As autoridades encarregadas da segurança do Rio repetem enfadonhamente sua impossibilidade de enfrentar aquilo que outrora se chamava crime. Por falta de homens, de material, de prisões. Quanto à falta de homens, não sei; nem quanto à falta de material. Mas nossas prisões, as que conheço, são as melhores do mundo. Nosso sistema carcerário pode mesmo ser considerado sem par. Estive em várias de nossas prisões ultimamente: são locais bem protegidos, de guardas e vigilantes bem arrumados e bem pagos; boas instalações, portas pesadas e com os mais modernos sistemas de controle e segurança. As pessoas aí confinadas vivem bem, e se alimentam magnificamente. Reclamam apenas das saídas, cada vez mais difíceis; só lhes é permitido tomar sol e fazer uns exercícios em quadras polivalentes. Quando tentam, porém, querem escapar ao confinamento, chegam à rua, são agredidas, violentadas ou mesmo mortas, sem qualquer explicação ou julgamento. De qualquer forma, repito, nossas prisões são tão boas que, na Barra da Tijuca, o custo de uma delas, tipo condomínio, atualmente é 500.000 dólares”.

A Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, antes das "prisões" invadirem o local

Nos últimos dias, ao contrário de quando o texto foi escrito, vimos o Rio de Janeiro tem homens e materiais. Agora só resta saber se as prisões mudaram…

Há 88 anos nascia Charles M. Schulz, criador do Snoopy!

sexta-feira, 26 novembro 2010

Se estivesse vivo, Charles M. Schulz completaria hoje 88 anos de vida. Desde o nascimento, os quadrinhos tiveram um papel importante em sua trajetória. Charles sempre soube que queria ser cartunista e ficou muito feliz quando Robert Ripley publicou no Ripley’s Believe it or Not seus primeiros desenhos, em 1937. Depois de muitos “nãos”, Schulz finalmente realizou seu sonho de ter uma tira nacional diária quandoPeanuts debutou em sete jornais em 2 de outubro de 1950 e posteriormente se tornou um grande sucesso internacional. Em 1965, Schulz foi homenageado com o Reuben Award concedido pela National Cartoonist Society.

Uma das criações de Schulz fez sucesso na tradicional Parada Macy´s de Ação de Graças em Nova York, que aconteceu ontem. Entre os 8 mil participantes do desfile estava um boneco gigante do Snoopy.Veja algumas fotos da abertura do desfile, que passou pela Columbus Circle, pelo Central Park e pela Times Square. A L&PM publica dez livros com histórias de Snoopy e sua turma e também Peanuts Completo, criações de Charles M. Schulz.

O pai da fábula escrita

sexta-feira, 26 novembro 2010

Quem não conhece fábulas como A tartaruga e a lebreO Lobo e o CordeiroA Cigarra e a Formiga? Mas ao contrário do que todos pensam, não foi Esopo quem escreveu essas histórias como as conhecemos hoje. Suas fabulações faziam parte da tradição oral grega. As únicas informações sobre a sua vida que chegaram até aos dias de hoje são transmitidas por Heródoto, Plutarco e Heracles Pôntico, mas são contraditórias. Muitos chegam a duvidar da existência de Esopo. Suas fábulas foram reunidas e escritas, tendo inclusive inspirado outros grandes fabulistas, como La Fontaine e Fedro. Consta que Esopo era corcunda, mas a aparência estranha era suprimida pelo seu dom da palavra, ao contar suas histórias carregadas de ensinamentos. Seus personagens  são geralmente animais, personificados, que falam, erram e demonstram bem as muitas saliências do caráter humano. Diz a lenda que Esopo foi escravo e teria sido libertado por encantar seu último senhor com suas histórias de caráter moral e fantasioso. As histórias contadas por Esopo estão reunidas no livro Fábulas, publicado pela L&PM. Lá você encontra histórias como Guerra e Violência e Hermes e o Escultor. Vale a pena ler e refletir.

GUERRA E VIOLÊNCIA
Cada um dos deuses se casou com a mulher que
o destino lhes havia reservado. Quando foi a vez do
deus Guerra, só havia sobrado a Violência: ele se apaixonou
loucamente por ela e a desposou. Desde então,
ele a acompanha por toda parte.
A violência impera numa cidade ou entre as nações,
trazendo guerra e discórdia.

HERMES E O ESCULTOR
Hermes quis saber qual o grau de estima que os homens lhe devotavam. Tomou a aparência de um mortal e foi ao ateliê de um escultor. Ao ver uma estátua de Zeus, perguntou:
– Quanto custa?
– Um dracma – respondeu-lhe o homem.
Hermes sorriu:
– E aquela, de Hera?
– É mais cara.
Hermes viu então sua própria estátua. Achava que, sendo ao mesmo tempo mensageiro e deus do comércio, seu preço seria bem mais alto.
– E Hermes, quanto custa? – quis saber.
– Oh, se comprares as outras duas, a levas de
brinde.
Quem se acha o tal termina valendo menos que
o esperado.

Lady Day e a canção do século

quinta-feira, 25 novembro 2010

Billie Holiday andou pelas ruas do Harlem até as mais prestigiosas salas de espetáculo de Nova Iorque. Sexo, álcool, drogas, Lady Day queria experimentar tudo. E experimentou. Sua vida como cantora começou por necessidade. Ameaçada de despejo, por falta de pagamento, aos 15 anos buscava desesperadamente algum dinheiro para ajudar a mãe. Entrou em um bar,  ofereceu-se como dançarina e foi um total desastre. O destino lhe reservou sorte: o pianista que testava as dançarinas perguntou se Billie sabia cantar. Billie cantou.

É impossível falar sobre Lady Day sem falar em Strange Fruit, música do vídeo abaixo.  Strange Fruit foi composta como um poema, escrito por Abel Meeropol, um professor judeu de um colégio do Bronx, sobre o linchamento de dois homens negros. Depois de linchados, eles foram enforcados em árvores. Por isso eram os “frutos estranhos”. Holiday cantou a música pela primeira vez no Cafe Society em 1939. A canção passou a fazer parte regular de suas apresentações ao vivo. Em dezembro de 1999, a revista Time deu a Strange Fruit o título de canção do Século.

Billie Holiday é um dos grandes nomes da série Biografias, publicada pela L&PM.

3. A ditadura que odiava os livros – parte I

quarta-feira, 24 novembro 2010

Por Ivan Pinheiro Machado*

Foi em setembro de 1978 que a última apreensão de um livro por motivos políticos aconteceu no Brasil. O título da obra em questão: “Memórias: a verdade de um revolucionário”. Seu autor: General Olympio Mourão Filho. Sua editora: a L&PM. Mesmo que estivéssemos no início de uma “abertura” – que mais parecia uma fresta de redemocratização, a censura insistiu em bater novamente à nossa porta. O general Mourão Filho havia sido o chefe das tropas que insurgiram em 31 de março de 1964, derrubando Jango e dando início à ditadura militar. Estabelecido o governo golpista, Mourão acabou sendo preterido na hora da escolha no Presidente da República. Primeiro, em detrimento do General Castelo Branco e, depois, do General Costa e Silva. A partir de então, o General Mourão deixou-se corroer pelo sentimento de injustiça até morrer amargurado em 1972. No leito de morte, legou a um amigo, o historiador Hélio Silva, um pacote com os originais das suas memórias, obtendo de Hélio a promessa de que o livro seria publicado. Louco de curiosidade com o que tinha nas mãos, assim que chegou em seu amplo apartamento na Avenida Atlântica, Hélio abriu o pacote e começou a ler a cópia datilografada em papel de seda, com tipos azulados do carbono. Ao final de algumas horas, ele já havia vencido 300 das 500 páginas do original. Estava pasmo. Tinha consigo uma metralhadora giratória cujos alvos eram os poderosos ex-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva e Médici. Engoliu em seco ao lembrar do juramento ao General moribundo. Meses depois da morte de Mourão, Hélio havia mostrado os originais a todos os editores importantes do Rio de Janeiro e, diante das recusas em série, concluiu que só um louco seria capaz de publicar aquilo. Mas não desistiu. Mais do que obstinado, Hélio era um católico convicto e, para ele, juramento era algo divino.

Corria o ano de 1977. Meu pai, Antonio Pinheiro Machado Netto, era dono de um colégio, o Educandário Cecília Meirelles, que inaugurou em Porto Alegre a prática de trazer grandes personagens da cultura brasileira para conferências pagas. Lembro de Décio Pignatari, Barbosa Lima Sobrinho, Antonio Callado, Helio Pelegrino e muitos outros, entre os quais Hélio Silva, considerado na época um dos principais historiadores brasileiros do período republicano. Ele falou, foi brilhante e, no final de sua conferência, foi apresentado a mim e ao Lima pelo meu pai. Ali, ficou sabendo que tínhamos uma editora e interessou-se. Era um dos grandes autores nacionais, editado pela Civilização Brasileira, a mais importante editora do país na época. Seu “Ciclo de Vargas”, em 16 volumes de mais de 500 páginas cada, um é uma referência obrigatória para quem quer conhecer a História recente do Brasil. Pois bem. Hélio olhou para nós e perguntou sem rodeios:

“Vocês teriam coragem de publicar um material altamente explosivo?”

“Como assim?” perguntou o Lima.

“As memórias do homem que iniciou a revolução de 1964”.

Eu ri e disse: “Desculpe professor, mas nós não somos uma editora de direita…”

Foi a vez dele rir: “Vocês nem imaginam o que ele diz dos milicos. Ele brigou com todos os generais. É um livro importantíssimo, pois há informações absolutamente inéditas sobre o golpe de 64”.

Fez uma pausa e acrescentou: “Por uma questão de honestidade, devo dizer a vocês que é um material perigoso, pois vai incomodar muita gente. Ele esculhamba os generais e ridiculariza o golpe.”

Estávamos espantados com a revelação. Éramos muito jovens, iniciantes e querendo nos firmar nacionalmente como editores. Esta poderia ser uma boa chance. Topamos na hora. O acordo foi no jantar, com brinde e tudo. Estávamos muito excitados com a possibilidade de editar o livro. Meses depois, estaríamos quase arrependidos e tecnicamente quebrados… (continua na próxima semana)

Ivan Pinheiro Machado e Paulo Lima com o livro de Hélio Silva nas mãos

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Peter, uma das paixões de Agatha Christie

quarta-feira, 24 novembro 2010

Agatha Christie era apaixonada por Peter. Branco, peludo, alegre e carinhoso, ela fala várias vezes nele em sua Autobiografia. E também dedica seu livro Poirot perde uma cliente ao mascote: “Ao querido Peter, o mais leal dos amigos e a mais querida das companhias, um cão em mil”. Para você entender bem a relação de Agatha e de sua filha, Rosalind, com Peter, separamos aqui alguns trechos da Autobiografia da autora em que ele é citado.

“As coisas ruins sempre aconteciam quando eu não estava presente. Rosalind recebeu-nos com sua habitual exuberância e bom humor e imediatamente anunciou o desastre: ‘Peter mordeu Freddie Potter no rosto’. A última coisa que desejaríamos saber, ao chegarmos em casa, é que nossa preciosa cozinheira-governanta-residente tivera seu precioso filhinho mordido no rosto pelo nosso precioso cachorrinho” Rosalind explicou que não fora, realmente, culpa de Peter. Ela dissera a Freddie Potter que não colocasse o rosto cada vez mais perto de Peter, roncando, de modo que, é claro, Peter mordeu-o.”

Em outra passagem do livro, Agatha Christie pergunta à filha o que ela pensa de sua mãe casar-se com Max (Max Mallowan) ao que a filha responde que ele era a melhor escolha.

“[Rosalind] prosseguiu enumerando, com a maior franqueza, do seu utilitário ponto de vista, as vantagens do meu casamento: ‘E Peter gosta dele’ acrescentou como aprovação definitiva e final.

Peter no colo do segundo marido de Agatha Christie, o arqueólogo Max Mallowan

 

Relacione trechos e livros no “Jogo da literatura”

terça-feira, 23 novembro 2010

Você é um bom leitor? Bom mesmo? Então prove isso no “Jogo da Literatura”, um game que a Revista Nova Escola apresenta em seu site e onde você pode avaliar seu conhecimento sobre 25 clássicos da literatura nacional e internacional, entre eles Os Lusíadas, Hamlet e Édipo Rei,  todos da Coleção L&PM POCKET. O desafio é relacionar dez trechos a seus respectivos livros. Vá lá, clique aqui e faça o teste.